Dedo podre: de onde nasce a dificuldade em encontrar o parceiro ideal?

Especialista afirma que padrões emocionais estão diretamente ligados a dificuldade em obter um relacionamento saudável.

Dedo Podre

Provavelmente, você já deve ter ouvido a expressão “dedo podre” em algum momento. Geralmente, ela indica o tipo de pessoa que sempre escolhe o mesmo perfil para se relacionar – seja na forma amorosa ou simplesmente de amizade. O problema é que esse perfil sempre é tido como mau caráter e responsável por relacionamentos nada saudáveis. Porém, algumas pessoas, por mais que não desejem isso, parecem atrair exatamente o tipo inadequado de parceiros. Então, por que isso acontece?

 

Thiago Porto, hipnoterapeuta e especialista na recuperação de casais, diz que, na maioria das vezes, isso tem a ver com algo muito mais complexo: o instinto. “Escolher uma pessoa para se relacionar apenas por sentir atração, não é um com critério, pois se trata de uma manifestação instintiva. Você sempre vai escolher aquela pessoa que parece ‘ter’ o que você procura. Mas esta atração pode ser causada por uma identificação negativa”.

 

No caso de pessoas que possuem o tal “dedo podre”, geralmente esse instinto se refere às experiências vividas de forma negativa e se estabelecem no subconsciente. “Por exemplo, um caso típico relacionado a esse hábito: uma garota que nasce em uma família onde o pai maltrata a mãe – ou vice-versa – e ela começa a desejar que pudesse resolver aqueles problemas. Porém, como os problemas são entre as outras pessoas, ela não consegue uma solução. Dessa forma, ela desenvolve um conflito interno e cresce com esse desejo em fazer alguma coisa sobre essas pessoas. É aí que, geralmente, ela acaba se identificando exatamente com parceiros que apresentam o mesmo problema de relacionamento que ela observava ao crescer – mesmo que, conscientemente, ela saiba que isso está errado”, cita.

 

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Como driblar isso?

Como esse hábito é desenvolvido de forma inconsciente, Thiago destaca que é necessário trabalhar esses pontos de maneira constante e adequadamente. Para isso, ele diz que o primeiro passo é deixar de seguir a escolha por instinto e criar os relacionamentos através de critérios. “Você não pode ter apenas um critério para escolher o seu parceiro. De preferência, tenha vários. É necessário pensar nas características e no perfil que você deseja e também aquelas que você sabe que estão erradas”, completa.

 

Thiago acrescenta que, por exemplo, se nos últimos relacionamentos foi possível perceber que o parceiro age de forma grossa, manipuladora, dentre outras características tóxicas, são hábitos para jamais aceitar novamente. “É importante observar isso através do ecossistema do indivíduo. Como ele age com as pessoas ao redor, se ele é amigável. É possível ver isso no decorrer da aproximação e em pequenas atitudes diárias”, afirma.

 

No entanto, para quem adquiriu tais conflitos que se estabeleceram no subconsciente, talvez seja mais difícil tais percepções. É nesse ponto que trabalhar internamente essas questões se faz necessário. “A terapia é o melhor caminho, pois ela permite que você conserte aquelas memórias que induzem as escolhas negativas. Ela também te ajuda a lidar com traumas e a estabelecer os critérios corretos de seleção”, diz.

 

Então, Muuuuito Beeeeem!

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